segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Oi Futuro

Fui visitar os objetos interativos no Oi Futuro com a Constanza, depois da apresentação do FAD que eu comentei em um post mais antigo.
Dentre as instalações uma muito diferente que me chamou a atenção foi esta da foto, onde várias imagens das câmeras da BHTRANS são expostas em diferentes tamanhos, dependendo da sua proximidade do sensor. Se você está muito perto, a imagem aparece grande, de modo que podemos ver a rua no instante da filmagem. Quando nos afastamos, nossas silhuetas são desenhadas a partir das imagens das ruas.
O objeto que eu mais gostei foram as luzes que piscavam de acordo com a voz das pessoas que estavam ao redor. Ver como o sistema interage com tons de voz diferentes em diferentes posições é muito divertido. Vale a pena passear pela instalação cantando ou mudando a voz e focando em diferentes microfones.

Sobre a segunda performance

Caros professores, a performance realizada na Afonso Pena está digitalizada no Lagear. Só a Carmen gravou. Colocarei aqui em um dia ou dois.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Sketchup Grupo Final

Não consegui o arquivo com o meu grupo, então aqui está o link para o video postado no blog do Alessandro:

Tangible Media (MIT)

O grupo de pesquisadores do Tangible Media tem como propósito integrar os dois mundos que estamos em contato todos os dias: o digital e o real. Sua proposta é transformar a informação digital em algo tangível.

Aqui estão algu
mas propostas interessantes:

G-salt
Neste projeto, os pesquisadores estão explorando como navegar grandes espaços de informação,
naturalmente, de forma rápida e sem problemas entre gráfica e física. O onbjetivo é criar uma interface onde o usuário pode manipular o espaço digital como se estivesse usando técnicas de telecinésia.
Vídeo de como o movimento das mãos afeta a navegação pelo espaço digital.

Picture this!
As crianças usam brinquedos para externar e elaborar suas representações mentais. Os brinquedos são um meio de expor uma criança a interações sociais. Se o brinquedo tem uma perspectiva visual imediatamente acessível à criança, um novo mundo é aberto para ela. Ele traz novas perspectivas visuais, de modo que a criança veja a narrativa fora da posição de Deus, da onipresença e sim como um simples indivíduo da história. A criança, então, tem maior compreensão das inter-relações sociais.

sábado, 30 de outubro de 2010

Maquete




MIT Media Lab


Com o lema que diz " o futuro é vivido e não imaginado", o Media Lab faz parte do departamento de pesquisa da escola de arquitetura e Urbanismo da MIT (Massachusetts Institute of Technology). Partindo do princípio em que vivemos num mundo onde a tecnologia está crescendo em uma forma bastante radical, o media lab desenvolve tecnologia para as pessoas criarem um mundo melhor.
Nos primeiros 10 anos, o Laboratório desenvolveu grande parte da tecnologia que permitiu a "revolução digital", e também o reforço da expressão humana. Em sua segunda década, o laboratório investe na tecnologia de wireless, comunicações virais e novas formas de expressão artística.. Agora em sua terceira década, o Laboratório está centrado na "adaptabilidade humana", trabalhando com casos desde Alzheimer até "próteses inteligentes".

sábado, 2 de outubro de 2010

Escolha do Grupo: Janet Cardiff

Para a observação em grupo das obras do Inhotim escolhemos os trabalhos de Janert Cardiff, em especial sua obra em conjunto com George Bures Miller, The Murder of Crowns (o assassinato dos corvos). Na obra Janet retrata um pesadelo por meio de ruídos que saem de 98 caixas de som espalhados por todo o galpão. O que difere o trabalho da artista de uma reprodução acústica normal é o fato de cada caixa emitir um som em um determinado instante, dando noção de espacialidade a quem está escutando. Chegamos em um galpão que, além das caixas, possui cadeiras de madeira localizadas no seu centro e somos convidados a nos sentar e apreciar a narrativa. À medida que escutamos os sons nos conectamos com a história de modo que podemos criar em nossas mentes o cheiro e o local que Janet descreve. O extraordinário dessa obra é que cada um tem sua própria experimentação do pesadelo de Janet: cada pessoa recebe os sons de maneira única, por estarem sentados em cadeiras diferentes e perceberem os sons diferentemente. Sendo assim, a narrativa nunca se repete.
Cardiff e Miller queriam, ao espacializar sua narrativa, dar ao espectador a sensação de estar no lugar de alguém fora da platéia, para que pudessem sentir cada som mais intensamente. Isso de fato ocorre. Durante e depois da narrativa seu corpo sente arrepios, fica tenso como se o sonho fosse real, nosso peito se enche de uma sensação ruim que pode ser confundida com o que a autora do pesadelo sente. Somos várias vezes incapazes de manter os olhos fechados, tão grande é a sensação de que há alguém caminhando ao seu lado.

domingo, 19 de setembro de 2010

FAD - Festival de Arte Digital

No dia 3 fui com alguns colegas ver as performances do FAD (Festival de Arte Digital), apresentadas no museu Oi Futuro, no qual artistas que trabalhavam com projeções ligadas à música eletrônica, Todas as performances foram muito interessantes, mas duas me chamaram mais a atenção:
Fernando Velazques e Francisco Lapetina apresentaram Library, obra inspirada na pas
ta library do software do computador. Eles projetavam fragmentos de imagens de livros, enquanto os sons remetiam páginas passando rapidamente, como se estives
sem sendo folheadas e fragmentos de frases. O mais interessante foi que a todo momento tentávamos, por instin
to, ler o que estava sendo passado nos fragmentos, mas a apreciação se dá quando paramos de nos concentrar em palavras que não fazem tanta diferença e ligamos somente a parte visual com os ruídos. No final ele No final eles mostram fragmentos agora legíveis que falam justamente de não entender o que está escrito, mas sim o que está sendo passad
o, que é a intenção das projeções.
Outro artista que me chamou muito a atenção foi Nosaj Thing, dos Estados Unidos, que apresentou Visual Show. Nosaj foi o único performista que de fato interagiu com suas projeções, o que deu um bônus à apresentação. A parte visual era simples, sem rebuscamento, imagens muito detalhadas ou fotos. Ele usou bastante a combinação do Preto e Branco, que acabou refinando seu trabalho. Ao mesmo tempo que as formas passavam sobre sua mesa e seu corpo, o artista fazia sons eletrônicos com seus equipamentos que em conjunto se transformavam em uma música extremamente convidativa. Além disso, vozes de alguns cantores ao final da apresentação elevaram a qualidade da música, fazendo um desfecho incrível. O único ponto a ser criticado seria a duração da performance, que depois de mais de quarenta minutos passa a ser cansativa.


domingo, 12 de setembro de 2010

Teoria da Deriva

A deriva é um dos procedimentos para estudar as ações do ambiente urbano nas condições psíquicas e emocionais das pessoas. Partindo de um lugar qualquer e comum à pessoa ou grupo que se lança à deriva deve rumar deixando que o meio urbano crie seus próprios caminhos. É pensar por que motivo dobramos à direita e não seguimos retos, por que paramos em tal praça e não em outra, quais as condições que nos levaram a descansar na margem esquerda e não na direita... Em fim, pensar que determinadas zonas psíquicas nos conduzem e nos trazem sentimentos agradáveis ou não.

Apesar de ser inúmeros os procedimentos de deriva, ela tem um fim único, transformar o urbanismo, a arquitetura e a cidade. Construir um espaço onde todos serão agentes construtores e a cidade será um total.

Essas idéias, formuladas pela Internacional Situacionista entre as décadas de 1950 e 1970, levam em conta que o meio urbano em que vivemos é um potencializador da situação de exploração vivida. Sendo assim torna-se necessário inverter esta perspectiva, tornando a cidade um espaço para a libertação do ser humano.

Flâneur - Vendo a cidade com outros olhos

O termo Flâneur vem do substantivo masculino em francês flâneur, que tem o significado básico de "andarilho", "vadio", que por sua vez vem do verbo francês flaner, que significa "a passeio". Charles Baudelaire desenvolveu um significado derivado do flâneur, que é "uma pessoa que caminha pela cidade, a fim de experimentá-la". Flâneur não se limita a alguém cometer o ato físico de passeio peripatético, no senso Baudelairiano, mas também pode incluir uma "maneira filosófica e completa de viver e pensar".
O flâneur é a figura que caminha tranqüilamente pelas ruas, observando cada detalhe, sem ser notado, sem se inserir na paisagem.




O conceito de flâneur também se tornou significativa na arquitetura e urbanismo para descrever aqueles que são afetados de forma indireta e involuntariamente por um desenho especial, uma forma inesperada,apenas na experiência da passagem.

sábado, 11 de setembro de 2010

Flash Mob - Ocupação instantânea

Flash Mob é uma aglomeração instantânea de pessoas em um espaço público (previamente organizada por meio de SMS ou da Internet) para fazer algo inusitado, chocando pedestres desprevenidos. A desocupação do espaço é tão rápida quanto sua ocupação e as performances duram poucos minutos.
No início os flash mobs eram espontâneos e só tinham como objetivo o puro entretenimento.
Hoje eles passam por estratégias de marketing, tentativas de mudar comportamentos e críticas à política.
A empresa T-Mobile, por exemplo, promove ações divertidas e inusitadas envolvendo música. Aqui está o vídeo de uma performance em Liverpool:
Aqui um vídeo da imensa ocupação da Trafalgar Square, praça mais importante de Londres:

Essa forma de apropriação já se tornou tão popular que hoje podemos encontrar sites como o
http://www.flashmob.co.uk/ , que nos informa sobre a organização de performances futuras.

Le Parkour - Deslocamento harmônico

O Parkour nasceu na França com os jovens Sébastien Foucan e David Belle. Consiste em ir de um ponto a outro atravessando obstáculos da maneira mais rápida e eficiente possível, gastando o mínimo de esforço. Os movimentos devem ser harmônicos, de forma que os obstáculos sejam quase como parte do seu próprio corpo.

Originada de treinamentos de guerra ( por parte de David Belle) e de brincadeiras infantis ( da infância de Sébastien), a prática do Parkour se difundiu a partir da década de 90 e desde então tem se tornado popular entre os jovens de todo o mundo. Não é considerado um esporte, uma vez que não há com quem competir, a não ser seu próprio corpo. Seus praticantes o definem como uma disciplina de vida, uma maneira de controlar a mente e os movimentos do corpo.

Jump London é um documentário feito em 2003 que mostra a experiência de jovens franceses (entre eles Foucan, um dos fundadores do Parkour) nos telhados de uma cidade até então inusitada: Londres.

Will Asop, um arquiteto londrino, quando questionado no documentário sobre o Parkour nos edifícios históricos da cidade, diz: O que mais gosto nisso tudo é a corrosão do uso original dos prédios. Eles foram originados para exercer certo trabalho e o telhado nunca antes foi visto como elemento funcional.

Aqui está parte do documentário, onde podemos ver opiniões de arquitetos sobre a apropriação do espaço que construíram de uma maneira que nunca haviam imaginado:

http://www.youtube.com/watch?v=tWJiMJ5Wn2g&feature=related

E aqui, finalmente, o espetáculo nos prédios londrinos, em 16 de junho de 2003:

http://www.youtube.com/watch?v=aXjm62qlyLE&feature=related



Com a difusão do Parkour também foram criadas novas maneiras de apropriação. Aqui está uma forma alternativa da prática, filmada para a campanha publicitária de uma bebida energética, onde jovens usam de escadas para escalar prédios, mas não da maneira que todos conhecemos.

http://www.fubiz.net/2010/08/09/ladder-sport-parkour/

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Apropriação do Espaço

A nossa performance se passou em uma escada a céu aberto nos fundos da escola, longe dos corredores agitados e das salas de aula. Ela nos atraiu por seu tamanho, cor, simplicidade e localização. A utilizamos de modo que permitisse novos movimentos aos nossos corpos: subir por lugares diferentes, andar de costas, saltar. Exploramos também ao máximo sua sonoridade, com ruídos que vão desde o agudo do salto alto batendo contra seus degraus até o som grave obtido de restos de telhas que estavam escondidas na parte de baixo dela.
A partir dos sons que Amanda consegue fazer, entramos em um transe e deixamos de lado o motivo inicial da escada para incorporar uma competição nas alturas entre os que transitam no dia a dia.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Refazendo, reestruturando.


Para a reestruturação do trabalho tentei tirar a simetria e os pontos em destaque na imagem, como o símbolo do Atlético, o relógio e o círculo preto da blusa.
Como Amanda tinha gostado do resultado anterior, tentei não mudar muito a idéia da sua foto de perfil, mantendo o fundo e suas diferentes fotos evidenciando as múltiplas personalidades. A unica alteração nas fotos foi o recorte mais detalhado na região dos ombros. Também deixei
as fotos adjacentes menos transparentes, de modo que o fundo não atrapalhe o rosto da Amanda.

A segunda montagem foi uma brincadeira com uma foto tirada do orkut da Amanda que
representa exatamente esse seu lado debochado e brincalhão. Também, para não fugir do
futebol, coloquei imagens do Pelé e não um símbolo do Atlético.


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Primeiro Retrato

O primeiro trabalho consistia em um retrato de um colega que definisse suas características mais marcantes.
Quando tive o primeiro contato com a Amanda, achei que ela seria uma pessoa tímida e de poucas palavras. Depois de alguns minutos de observação, porém, a menina introvertida dá espaço à uma Atleticana fanática, extrovertida e engraçada.
A foto em destaque representa a sua casca, a primeira impressão que ela me passou. As fotos adjacentes mostram as suas verdadeiras características. Com o fundo quis incorporar sua cor preferida, o verde, com a alusão às listras da camisa do seu tão querido time. As listras também representam o contraste entre a idéia inicial da sua personalidade e o que Amanda realmente é.