domingo, 19 de setembro de 2010

FAD - Festival de Arte Digital

No dia 3 fui com alguns colegas ver as performances do FAD (Festival de Arte Digital), apresentadas no museu Oi Futuro, no qual artistas que trabalhavam com projeções ligadas à música eletrônica, Todas as performances foram muito interessantes, mas duas me chamaram mais a atenção:
Fernando Velazques e Francisco Lapetina apresentaram Library, obra inspirada na pas
ta library do software do computador. Eles projetavam fragmentos de imagens de livros, enquanto os sons remetiam páginas passando rapidamente, como se estives
sem sendo folheadas e fragmentos de frases. O mais interessante foi que a todo momento tentávamos, por instin
to, ler o que estava sendo passado nos fragmentos, mas a apreciação se dá quando paramos de nos concentrar em palavras que não fazem tanta diferença e ligamos somente a parte visual com os ruídos. No final ele No final eles mostram fragmentos agora legíveis que falam justamente de não entender o que está escrito, mas sim o que está sendo passad
o, que é a intenção das projeções.
Outro artista que me chamou muito a atenção foi Nosaj Thing, dos Estados Unidos, que apresentou Visual Show. Nosaj foi o único performista que de fato interagiu com suas projeções, o que deu um bônus à apresentação. A parte visual era simples, sem rebuscamento, imagens muito detalhadas ou fotos. Ele usou bastante a combinação do Preto e Branco, que acabou refinando seu trabalho. Ao mesmo tempo que as formas passavam sobre sua mesa e seu corpo, o artista fazia sons eletrônicos com seus equipamentos que em conjunto se transformavam em uma música extremamente convidativa. Além disso, vozes de alguns cantores ao final da apresentação elevaram a qualidade da música, fazendo um desfecho incrível. O único ponto a ser criticado seria a duração da performance, que depois de mais de quarenta minutos passa a ser cansativa.


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