sábado, 30 de outubro de 2010
MIT Media Lab

Com o lema que diz " o futuro é vivido e não imaginado", o Media Lab faz parte do departamento de pesquisa da escola de arquitetura e Urbanismo da MIT (Massachusetts Institute of Technology). Partindo do princípio em que vivemos num mundo onde a tecnologia está crescendo em uma forma bastante radical, o media lab desenvolve tecnologia para as pessoas criarem um mundo melhor.
Nos primeiros 10 anos, o Laboratório desenvolveu grande parte da tecnologia que permitiu a "revolução digital", e também o reforço da expressão humana. Em sua segunda década, o laboratório investe na tecnologia de wireless, comunicações virais e novas formas de expressão artística.. Agora em sua terceira década, o Laboratório está centrado na "adaptabilidade humana", trabalhando com casos desde Alzheimer até "próteses inteligentes".
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
Escolha do Grupo: Janet Cardiff
Para a observação em grupo das obras do Inhotim escolhemos os trabalhos de Janert Cardiff, em especial sua obra em conjunto com George Bures Miller, The Murder of Crowns (o assassinato dos corvos). Na obra Janet retrata um pesadelo por meio de ruídos que saem de 98 caixas de som espalhados por todo o galpão. O que difere o trabalho da artista de uma reprodução acústica normal é o fato de cada caixa emitir um som em um determinado instante, dando noção de espacialidade a quem está escutando. Chegamos em um galpão que, além das caixas, possui cadeiras de madeira localizadas no seu centro e somos convidados a nos sentar e apreciar a narrativa. À medida que escutamos os sons nos conectamos com a história de modo que podemos criar em nossas mentes o cheiro e o local que Janet descreve. O extraordinário dessa obra é que cada um tem sua própria experimentação do pesadelo de Janet: cada pessoa recebe os sons de maneira única, por estarem sentados em cadeiras diferentes e perceberem os sons diferentemente. Sendo assim, a narrativa nunca se repete. Cardiff e Miller queriam, ao espacializar sua narrativa, dar ao espectador a sensação de estar no lugar de alguém fora da platéia, para que pudessem sentir cada som mais intensamente. Isso de fato ocorre. Durante e depois da narrativa seu corpo sente arrepios, fica tenso como se o sonho fosse real, nosso peito se enche de uma sensação ruim que pode ser confundida com o que a autora do pesadelo sente. Somos várias vezes incapazes de manter os olhos fechados, tão grande é a sensação de que há alguém caminhando ao seu lado.
domingo, 19 de setembro de 2010
FAD - Festival de Arte Digital
No dia 3 fui com alguns colegas ver as performances do FAD (Festival de Arte Digital), apresentadas no museu Oi Futuro, no qual artistas que trabalhavam com projeções ligadas à música eletrônica, Todas as performances foram muito interessantes, mas duas me chamaram mais a atenção:


Fernando Velazques e Francisco Lapetina apresentaram Library, obra inspirada na pas
ta library do software do computador. Eles projetavam fragmentos de imagens de livros, enquanto os sons remetiam páginas passando rapidamente, como se estives
sem sendo folheadas e fragmentos de frases. O mais interessante foi que a todo momento tentávamos, por instin
to, ler o que estava sendo passado nos fragmentos, mas a apreciação se dá quando paramos de nos concentrar em palavras que não fazem tanta diferença e ligamos somente a parte visual com os ruídos. No final ele No final eles mostram fragmentos agora legíveis que falam justamente de não entender o que está escrito, mas sim o que está sendo passad
o, que é a intenção das projeções.

Outro artista que me chamou muito a atenção foi Nosaj Thing, dos Estados Unidos, que apresentou Visual Show. Nosaj foi o único performista que de fato interagiu com suas projeções, o que deu um bônus à apresentação. A parte visual era simples, sem rebuscamento, imagens muito detalhadas ou fotos. Ele usou bastante a combinação do Preto e Branco, que acabou refinando seu trabalho. Ao mesmo tempo que as formas passavam sobre sua mesa e seu corpo, o artista fazia sons eletrônicos com seus equipamentos que em conjunto se transformavam em uma música extremamente convidativa. Além disso, vozes de alguns cantores ao final da apresentação elevaram a qualidade da música, fazendo um desfecho incrível. O único ponto a ser criticado seria a duração da performance, que depois de mais de quarenta minutos passa a ser cansativa.
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